sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Conclusão

Tendo em vista a evolução do cenário econômico, cada vez mais globalizado e de concorrência acirrada, observa-se a importância do gerenciamento de custos eficaz, possibilitando que a organização possa oferecer produtos de maior qualidade com o menor custo possível. Este controle pode ser simples de ser elaborado, mas deve-se tomar cuidado na captação e utilização das informações para não haver falhas que possam comprometer o desenvolvimento do projeto.

Algumas grandes empresas, como Petrobrás e Vale, estão buscando na renegociação com seus fornecedores, formas de reduzir o custo de seus projetos. Mas a redução de custos também pode ser feita utilizando outros meios, como uma política de recursos humanos ou uma reestruturação do sistema logístico, buscando mais eficiência com menor utilização de recursos.

Constatou-se que as pequenas empresas também buscam reduzir custos. Apesar de não ser informado pelas empresas, a existência de planejamento ou sistema de custos, as mesmas utilizam diversas formas de controle de custos para se manter competitivas. Porém, pelo fato destas empresas serem de pequeno porte e muitas vezes de administração familiar, não possuem condições de dispor de um profissional qualificado que possa explorar as melhores alternativas, o que possibilitaria maior competitividade a estas organizações.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Estudo de caso

Segue o endereço para o estudo do Custo de geração de energia elétrica em comunidade isolada do Amazonas: estudo preliminar do projeto NERAM

http://www.sbpe.org.br/socios/download.php?id=193

Este estudo foi feito pela Sociedade Brasileira de Planejamento Energético

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Controle de custos

A alta competitividade e a enorme carga tributária, aliada às mudanças constantes do mercado e a busca incessante dos clientes por produtos e serviços de alta qualidade e preços mais acessíveis cria, a cada dia, mais dificuldades para as empresas permanecerem no mercado. Com as margens sobre os preços cada vez mais comprimidas pela concorrência, torna-se cada vez mais importante o trabalho dos administradores na busca pela redução de custos, principalmente de desperdícios e excessos que se verificam na organização, obtendo assim, lucratividade para a mesma e garantindo sua sobrevivência no mercado.

Para encontrar a fórmula exata para reduzir os custos de uma empresa é um desafio menos tortuoso se estabelecido a partir de um planejamento bem elaborado, principalmente se adotado antes de se fazer um investimento qualquer no negócio.

Quando se fala em redução de custos, principalmente em momentos de crise, a primeira ação a tomar pelas empresas é a demissão dos colaboradores. Na verdade, a percepção sobre a redução de custos deve ser ampliada e revista periodicamente pela empresa, pois os gastos também podem estar relacionados com custos com pessoal, que engloba treinamento, despesas com viagens, folha de pagamento e também com sistema de compras, logística, investimentos em tecnologia, materiais de consumo, ações comerciais e de marketing e serviços contratados, sendo necessário agir com urgência para não comprometer parte ou todo o negócio, considerando que o mais importante não é “fazer”, mas sim “saber fazer”, para alcançar resultados desejados.

O controle de custos permite que a formação do preço de venda seja feito com mais exatidão, garantindo a lucratividade, também auxilia na tomada de decisão de manter ou não uma linha de produção, evitando assim, que a empresa mantenha a produção de um produto ou serviço, operando com prejuízo. Um sistema de custos adequadamente implantado permite gerar informações, que, analisadas em conjunto com as mudanças do mercado, o preço de venda, o volume de vendas e outros dados, trarão subsídios indispensáveis aos administradores. Não se trata de burocratizar, mas de aproveitar informações valiosas para controle dos custos empresariais, podendo proporcionar aos administradores uma visão mais minuciosa de cada setor de sua empresa.

Os administradores necessitam conhecer a realidade da empresa e dispor de informações rápidas e confiáveis, que lhes auxiliem na tomada de decisões com bases mais sólidas e eficazes, possibilitando assim, o alcance e até a superação das metas estabelecidas. A competitividade acentua ainda mais a necessidade de uma gestão de custos eficaz, visando obter a excelência empresarial, de modo que, custos mal calculados e mal incorporados aos produtos, afetam profundamente a empresa, independente de porte, ramo ou mercado atuante.

Uma empresa que possua um sistema de controle de custos eficiente consegue controlar suas atividades, tendo como finalidade, a redução dos custos de seus produtos e a melhora da produtividade, obtendo assim, vantagem competitiva frente à concorrência, aumento da demanda, obtendo como resultado, a ampliação de sua importância no mercado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Uma ferramenta útil: o BDI!

METODOLOGIA DE CÁLCULO DE BDI – BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

DEFINIÇÃO

BDI ou BONIFICAÇÃO é a parcela do custo do serviço independente, do que se denomina custo direto, ou seja, o que efetivamente fica incorporado ao produto. Desta maneira o BDI é afetado entre outros, pela localização, tipo de administração local exigida, impostos gerais exceto leis sociais sobre a mão de obra aplicada no custo direto, e ainda deve constar desta parcela o resultado ou lucro esperado pelo construtor.
Assim, o BDI é composto de duas parcelas distintas:

B – denominado BENEFÍCIO, que corresponde ao resultado estimado do contrato.

DI – abreviação de DESPESAS INDIRETAS, cuja constituição é apresentada a seguir.

O BDI nada mais é do que o percentual relativo às despesas indiretas que incidirá sobre as composições de custos diretos, uma vez que, de maneira geral, é exigido que estes custos incorporem todos os encargos que oneram os serviços a serem executados.

CONSTITUIÇÃO DO CUSTO INDIRETO

Os custos indiretos são decorrentes da estrutura da obra e da empresa e que não podem ser diretamente atribuídos a execução de um dado serviço.
Os custos indiretos variam muito, principalmente, em função do local de execução dos serviços, do tipo de obra, impostos incidentes, e ainda com as exigências do edital ou contrato. Devem ser distribuídos pelos custos unitários diretos totais dos serviços na forma de percentual destes.
Os custos indiretos que mais afetam a construção estão a seguir identificados, entretanto, o engenheiro de custos deve analisar em cada caso sua validade.

A. MOBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Custo de mobilização de equipamentos = Custo de transporte X quantidade de máquinas.

B. MOBILIZAÇÃO DE PESSOAL
Custo de mobilização de pessoal = Quantidade de funcionários x preço do deslocamento.

C. ADMINISTRAÇÃO LOCAL
O custo da administração local deve considerar o vulto da obra a fim de dimensionar a estrutura administrativa de apoio necessária a sua perfeita execução, e deverá constar pelo menos de:

C.1) Dimensionamento do canteiro de obras, indicando, quando for o caso, as instalações de:
• oficinas
• escritórios
• depósitos
• áreas de estocagem
• instalações elétricas
• instalações de unidades industriais para manilhas,usina de asfalto e/ou de concreto, britagem, extração de areia, pré-moldados de concreto, etc.

C.2) Dimensionamento de mão de obra da administração direta local, composta, principalmente, por:
• engenheiros
• topógrafos
• laboratoristas
• mecânicos
• funcionários administrativos
• encarregado geral
• encarregados setoriais, para alguns casos

C.3) Dimensionamento dos veículos de apoio à administração local, que pode constituir-se dos seguintes:
• carro de passeio para engenheiros
• pick-up pequena para encarregados
• carro de passeio para atendimento diversos
• pick-up ou caminhão fechado para oficina
• caminhão de lubrificação
• caminhão ou ônibus para transporte diário de pessoal e materiais ao longo da obra
• carreta para transporte de equipamentos

C.4) Dimensionamento das despesas gerais de manutenção do escritório da obra, que pode englobar os seguintes itens:
• despesas de comunicação, telefone, malote ou correio, rádio, etc.
• despesas com material de escritório
• despesas com alimentação, uniforme e EPI ( Equipamentos de Proteção Individual) de operários.
• despesas com viagens, estadias, hospedagens e aluguéis
• despesas com a aplicação da engenharia de segurança
• despesas com equipamentos de topografia, laboratórios, etc.
• despesas com sinalização preventiva da obra, quando couber
• despesas com legalizações, despesas contratuais, etc.
• despesas com seguros pessoais, seguro-garantia e outros

Uma vez concluída a definição da estrutura administrativa da obra, proceder-se-á ao orçamento de seu custo, o que será possível com a soma dos itens apresentados.

A. ADMINISTRAÇÃO CENTRAL
Corresponderá ao rateio dos custos da sede da construtora que deverá ser absorvido pelo contrato. Cada empresa deve estipular qual o valor deste encargo para cada obra.

B. IMPOSTOS
Deverão ser computados todos os impostos, municipais,estaduais, ou federais, incidentes sobre o faturamento do contrato.
Pode-se exemplificar citando entre outros, o ISS – Imposto Sobre Serviços, COFINS, PIS, Contribuição Social e, eventualmente, o Imposto de Renda.
Não deverão ser aplicados nesta rubrica impostos incidentes sobre materiais, do tipo ICMS e IPI, uma vez que estes deverão estar inclusos nos preços dos materiais, e os encargos sociais aplicados sobre a folha de pagamento, que também deverão estar incorporados aos salários.

DESPESAS FINANCEIRAS
Cabe ao construtor,principalmente em razão das condições de pagamento preconizadas no contrato, bem como seu programa de desembolso, verificar a necessidade de incluir encargos referentes às despesas financeiras. Se a obra for superavitária, por exemplo, não haverá necessidade de sua inclusão, ou esta poderá ser considerada negativa.

BENEFÍCIO
É admitido um percentual a ser aplicado sobre o valor final do orçamento a título de resultado projetado ou lucro bruto do contrato. Cabe a direção da construtora determinar este valor em cada licitação.
É comum a adoção de percentuais na faixa entre 5 e 10% do preço de venda da obra.

EXEMPLO:

domingo, 1 de novembro de 2009

Orçamentação

A orçamentação de custos é o ponto inicial para se determinar a viabilidade de um empreendimento, a orçamentação é um parâmetro estimativo, onde inúmeras variáveis estão envolvidas, podendo levar ou não ao sucesso do empreendimento.

A orçamentação determina os gastos para a realização de um projeto, esses gastos podem ser expressos em diferentes unidades referenciais, como: unidade monetária sendo a de maior utilização ou por unidade relacionada com a mão-de-obra, por exemplo, homens-horas reais de trabalho.

Os custos que compõe um orçamento podem ser classificados em dois tipos: os custos diretamente relacionados com o produto e os custos diretamente relacionados com o volume de produção, os custos relacionados com o produto são os custos diretos e os custos indiretos, já os custos relacionados com o volume de produção são os custos fixos, custos variáveis, custos semi-variáveis e os custos totais.

Os custos diretos são os gastos relacionados com a mão-de-obra, materiais e equipamentos agregados ou não ao produto, já os custos indiretos são os gastos relacionados com a mão-de-obra técnica e terceirizada, despesas administrativas, financeiras, comerciais, tributárias e gastos com instalações provisórias de água, energia elétrica e telefone para o funcionamento do canteiro de obras e a ainda gastos com a segurança do trabalho.

O custo total da obra é a soma dos custos diretos e indiretos, as parcelas que compõe cada custo deve ser orçadas de forma minuciosa, procurando levantar todos os dados possíveis relacionados com o projeto para que se tenha um orçamento altamente detalhado, ou seja, mais próximo possível da realidade.

As principais parcelas que compõe os custos de uma obra são mostradas abaixo, em um esquema geral do processo de formação dos custos, cada parcela possui uma metodologia de estudo e levantamento de custo, que no final são somados classificados e totalizados, gerando o custo total da obra.

Determinação do custo direto

As parcelas que compõe o custo direto são determinadas na sua grande maioria através de tabelas de composição de preço unitário (TCPO), ou através de composições levantadas na própria obra, usando metodologias de apropriação de serviços, esse estudo é fundamental para as empresas, com ele é possível criar bancos de dados, tabelas de composição que poderão ser usados em obras semelhantes, gerando também orçamentos mais detalhados e com grau de risco menor.

Um fato importante é a produtividade, o custo direto real da mão-de-obra esta diretamente relacionada com a produtividade das equipes que executam os diversos serviços, ela depende do processo executivo, do dimensionamento racional da mão-de-obra e principalmente da motivação das equipes.

A produtividade é um indicador de desempenho quantitativo e também um fator redutor do custo horário da mão-de-obra, eles podem ser quantificados através de cronogramas de comparação ou acompanhamento, onde o executável é atualizado diariamente e comparado com o planejado, esse procedimento nos da uma visão mais global da produtividade dos serviços e ajuda a tomar medidas corretivas ao longo do processo executivo.